Zack Snyder | O plano do diretor para a Liga da Justiça era mais atemporal do que o MCU

E vamos com mais um texto para nossa seção de traduções! A intenção em trazer artigos traduzidos para o site é, justamente, propagar notícias em nossa língua, que mostram uma visão positiva dos projetos da DC Comics, realizados pelo diretor Zack Snyder.

É inquestionável que existe uma perseguição massiva contra o diretor, sendo quase raro vermos artigos nacionais falando positivamente dele. A intenção, ao traduzir, é fazer com que notícias, como estas, cheguem a um maior público, sobretudo no Brasil, buscando equilibrar informações dos dois lados e quebrar o ciclo daquelas, meramente, tendenciosas.

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Entrevista | Flávia Saddy: a voz da Mulher-Maravilha, Chloe Sullivan e muitos mais

Fala, meus consagrados! Iniciando o ano com uma super entrevista com ela, que dá voz a nossa Amazona preferida: a atriz e dubladora Flávia Saddy.

Flávia, que também é diretora de dublagem, é conhecida por ser dubladora oficial das atrizes Natalie Portman, Kristen Stewart, Alicia Silverstone, Tara Reid, Elisabeth Shue e Danielle Panabaker, além de já ter dublado muitas personagens da DC Comics, como: A detetive Ellen Yin (The Batman), Supergirl (Liga da Justiça Sem Limites), Poderosa DC Super Hero Girls e Lois Lane (Superman: Unbound), em animações; E Laurel Lance (Arrow), Chloe Sullivan (Smallville) e Gal Gadot (Mulher-Maravilha), em live-action.

Uma curiosidade sobre a Flávia, é que podemos reconhecer sua voz na área esportiva, pois ela também é narradora e repórter. Uma das suas narrações mais marcantes, e muito comentada, foi na Final da Taça Guanabara entre Flamengo e Botafogo, na qual narrou o gol do atacante Diego Tardelli que deu o título ao rubro-negro. Tá bom pra vocês?

 

Agora, confira a entrevista da nossa "Mulher-Maravilha"!

UMDCNAUTA: Flávia, sabemos que você vem de uma família de dubladoras, contando com sua mãe (Marlene Costa) e sua irmã (Fernanda Fernandes). Houve uma pretensão de sua parte em seguir esta carreira, desde o começo? Como foi esse processo?

FLÁVIA SADDY: Não!!! O Sílvio Santos queria crianças para dublar criança, na novela “Carrossel”. Minha mãe, que era a diretora da novela, começou a perguntar para os filhos de dubladores e tradutores. Eu não quis de cara. Quando só faltava uma criança, ela implorou e acabei aceitando! Ainda bem que aceitei!! 


UDCN: O que ‘dublar’ significa para você? Talento ou capacidade?

FS: Acho que talento. Aprender a dublar, todos podem aprender. Apesar da técnica não ser fácil, com treino se aprende. Mas isso não quer dizer que será um bom dublador! Tem que ter verdade, tem que ter alma, tem que vir de dentro, tem que sentir!

UDCN: E qual o maior desafio de ser “dublador(a)” no Brasil?

FS: Entrar no mercado é um grande desafio! Mas se tiver talento, fica com certeza!


UDCN: Você teve alguma experiência ou situação inusitada no ramo da dublagem que queira/possa compartilhar conosco?

FS: Ser reconhecida do nada. Tava tomando um café com uma amiga e veio um rapaz: "Você é a Flávia Saddy?,  na hora pensei: “Meu Deus, o que fiz?” (risadas) Mas ele me conhecia da internet e só queria  dizer que gostava do meu trabalho!


UDCN: Em 2005, você ganhou o prêmio de Melhor Dubladora da atriz coadjuvante Allison Mack (Chloe Sullivan, de Smallville). Já, em 2008, o de Melhor Dubladora coadjuvante da personagem Lisa Simpson. Como foi receber o Prêmio Yamato, conhecido como o “Oscar da Dublagem”, com duas personagens distintas?

FS: Foi muito importante! Primeiro porque a Chloe, eu amava dublar. É um dos personagens que mais guardo recordações boas!! Foram anos dublando!! E a Lisa, apesar de ser a terceira voz, já sou a que faz há mais tempo e me divirto muito dublando! E ser escolhida por trabalhos que amo tanto, me deixou muito feliz!


UDCN: Você tem algum processo/fórmula especial para interpretar os seus personagens? Existe alguma diferença ou dificuldade, para você, entre dublar pessoas e dublar animações?

FS: Existe sim!! Live action pede mais naturalidade, um tipo diferente de interpretação. Em animações podemos carregar mais, exagerar mais.


UDCN: Vamos falar de Chloe Sullivan. Ela é uma personagem que não existia nas HQs e que cresceu muito durante a cultuada série Smallville. Como foi participar do processo de criação e amadurecimento desta personagem, ao longo dos 10 anos de série?

FS: Eu amadureci com ela, literalmente. Na minha vida pessoal também. Essas mudanças, na minha vida pessoal e na da personagem, foram refletindo ao longo dos anos. Aprendi muito com ela! Aperfeiçoei meu trabalho nessa série, com a ajuda da Sheila Dorfman que era a diretora!

 

 

UDCN: Por outro lado, temos Lisa Simpson, uma personagem à frente da sua idade. Simpsons, declaradamente, é uma animação feita mais para adultos, por conta da complexidade das narrativas. Houve algum desafio em dublá-la, já que a personagem mantém a idade fixa, durante todos esses anos, com exceção de episódios “futuristas”?

FS: Eu procurei seguir bem o original. Nunca me foi pedido pra imitar as anteriores. Ela tem um som bem nasal, não é fácil, mas é um ótimo exercício! Manter a mesma voz é um desafio. Não posso perder o tipo, justamente porque a voz dela não muda.


UDCN: Bem, não há como negar que a sua voz é muito marcante! Você já foi reconhecida, na rua, por alguma personagem que dublou?

FS: Além da vez que contei, numa loja, a vendedora falou que minha voz era igual a da moça da TV! Perguntei de quem, e ela disse: "Da Daphne do Scooby-Doo! E da moça que cozinha no Food Network". Morri de rir e perguntei se ela acreditaria se dissesse que era eu! (risadas)


UDCN: De tantos papéis importantes em que já trabalhou na dublagem, existe algum que você tenha mais carinho?

FS: Dublei o filme "Eu, Tonya" (Margot Robbie) e foi um grande desafio. Guardo com muito carinho. E "Convenção das Bruxas" que também foi. Extremamente difícil!


 

UDCN: Falando de Mulher-Maravilha, agora, é inevitável não a considerarmos uma das mais importantes e prestigiadas heroínas. Como foi saber que você seria a voz dela, aqui, no Brasil e o que isso representa e significa para você?

FS: Fiquei explodindo de felicidade. Muito importante representar na minha língua essa heroína. Exigiu muito de mim! Realmente foi um marco na carreira!



UDCN: Tivemos a honra de entrevistar o Jorge Lucas e a Fernanda Crispim, aqui, no UMDCNAUTA. Você, coincidentemente, já trabalhou diretamente com ambos em duas produções da DC Comics. Uma como Mulher-Maravilha, ao lado de Batman (Jorge Lucas) e outra como Chloe, ao lado de Lana Lang (Fernanda Crispim). Como foi essa experiência para você?

FS: É um grande prazer trabalhar com eles! Dois profissionais maravilhosos. Eu cresci com a Fernanda! Entramos na mesma época, crescemos juntas! É uma grande amiga!!!!!


 

UDCN: Sem dar muito spoiler, qual a cena dos filmes em que a Mulher-Maravilha participou, que você mais gostou de interpretar? E qual foi a mais desafiadora?

FS: Sempre é a parte chave com os vilões! Pois mais do que a força, ela trava um diálogo, geralmente carregado de emoção!


UDCN: "Mulher Maravilha 1984" entrega uma mensagem emotiva para o público. E você, sendo a voz da nossa heroína, que mensagem de esperança gostaria de passar?

FS: A verdade, como ela diz, tem que ser nossa companheira. Sermos verdadeiros com os outros, passar verdade com o nosso trabalho, poder fazer a diferença! Foi um ano difícil, mas acho que a dublagem, através da sua verdade, levou alegria pra muita gente!


Agradeço pelo tempo cedido que a Flávia dedicou, para esta entrevista acontecer. Vocês puderam conhecer um pouco mais dessa carioca incrível e sua carreira brilhante. Tentamos “enxugar” ao máximo as perguntas e curiosidades a seu respeito, com a certeza de que isso não é nem a ponta do Iceberg, comparado à grandiosidade da sua trajetória.

 

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Desejamos sucesso e muitos outros trabalhos marcantes nessa jornada como dubladora!

 

Fala, meus consagrados! Iniciando o ano com uma super entrevista com ela, que dá voz a nossa Amazona preferida: a atriz e dubladora Flávia S...